34. Zeferino Falcão

No final do século xix, Zeferino Falcão dá início em Lisboa à Dermatologia Clínica.

Licenciado em Coimbra, frequenta estágios em Paris e Viena e, regressado a Portugal, consegue instalar no Hospital de São José, em 1892, a primeira consulta de «Moléstias da pele». Organiza vários cursos práticos e é nomeado professor livre de Dermatologia, o que lhe deu a possibilidade de instalar no Hospital de Santa Marta uma consulta de Dermatologia, que funcionou até ao seu falecimento em 1924.

Foi sócio titular da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa desde 1886 e, durante um período longo, nela desenvolveu uma assídua actividade.

No ano académico de 1918, é eleito Presidente e o seu discurso inaugural versou sobre «o incremento na propagação da sarna». Tomou parte muito activa nas sessões científicas, interessando-se em especial pela reforma do ensino médico que era o assunto que absorvia nessa época a actividade da Sociedade.

Zeferino Falcão deixou uma obra científica relativamente vasta, principalmente divulgadora dos problemas suscitados pela lepra e pela pelagra. Descreveu ser a rinite um sintoma semiológico importante no diagnóstico precoce da lepra, facto só aproveitado vários anos depois com utilidade diagnóstica.